sábado, 30 de maio de 2009
Vinheram me dizer que você estava chorando.Que tentou suicídio.Dizeram que isto de você estar bem,é apenas porquê você é orgulhosa e não quer assumir que ainda me ama.Onde foi parar o nosso jeito tão realista e ás vezes até crúel?Bem,somos um poço de frieza agora.
Lembra quando eu te disse que a frieza que eu tinha as vezes me fazia ser alguém melhor?Você não entendeu.Eu só queria me defender (talvez?) de um dia me tornar uma idiota romântica depressiva e chorona.Mas meu bem,olhe só!ando tão só!penso só em como escrever isto pra você,que está tão bem,que não lembra de mim,que nem ao menos irá ler.Tenho você aqui dentro,e fico feliz por tua alegria,mas me tornei infeliz por amar a ti.
Não quero te ver.é,eu não quero.E se pergundarem,digo que nem ao menos lembro como era você.Você mudou tanto...tirou o restinho que existia de mim dentro de você.E eu resolvi mudar também,você nem imagina,agora eu escrevo,fiz até este blog pra falar como em um monólogo,falar sobre o quê penso de você,que me causa tanta inspiração.
Estou gostando de um menino.pra meu castigo ele não mora aqui.Mas ele vem.Bom,né?
Pintei o cabelo.Castanho médio.Na frente ficou loiro.você vivia dizendo que eu era loira,satisfeita agora?rs
Eu continuo sem amigos no Colégio.bem,você sabe,as pessoas costumam não suportar ouvir as verdades que tenho a dizer.
Continuo sonhando em fazer minha tatoo.Já decidi onde será.Já sei quem será o tatooador.Só falta o dinheiro.Será 75 reais.
Eu ainda te amo.
Eu vou ir embora agora,preciso deitar,preciso pensar,preciso ler um livro sobre amor,e preciso tentar não tentar me machucar mais.
E sabe o pior?eu não tenho medo de dor.Tem gente que admira isto.Eu não sei mais se posso me admirar em ter isso,será uma qualidade?Não tenho o minímo medo de me machucar.Eu nunca tive.Eu adoro ariscar.Que tal arriscarmos a nos ódeiar?você diz que não se importa,do nada,vem chorando,fala a verdade pra mim,e me destrói.ou me salva.Não sei mais.
Desculpas sinceras,meu bem.És meu bem ainda.
;*
Carta para um amor perdido (Fernanda Young)
Para onde foi tudo aquilo? Que tínhamos tão seguro. Tão certos de sua eternidade. Para onde foi, hein? Meu peito, depósito subitamente esvaziado, aperta-se no meio de tanto espaço.Tento identificar o instante, quando o que tínhamos se perdeu. Mas nem sei se o perdemos juntos ou se juntos já não estávamos. Me desespera saber que um amor, um dia desses tão grande, possa ter desaparecido com tanta facilidade.
Como já disse, estou triste; e isso me faz acreditar no poder das cartas. Não falo de tarô, mas destas, escritas e mandadas ou não mandadas. Cheias de questões e metáforas, que assim, misturadas cuidadosamente, num cafona português polido, soam mais sensatas.
Qual poder espero desta carta? Simples: que deixe registrado este meu estranho momento. Quando o que devia ser alívio revela-se angústia. E a cabeça não pára, vasculhando cantos vazios.Não gosto de perder as minhas coisas, você sabe. E hoje, cercada pela sua ausência, procuro o que procurar. Experimentando o desânimo da busca desiludida. Pois, se um amor como aquele acaba dessa maneira, vale a pena encontrar um outro? Será inteligente apostar tanto de novo?Aposto que você está pouco se lixando para isso tudo. Que seguiu sua vida tranqüilamente, como se nada de tão importante tivesse ocorrido. E está até achando graça desta minha carta, julgando-a patética e ridícula. Você, redundante como sempre.
Só há uma coisa certa a respeito disso: não desejo resposta sua. É, esta é uma daquelas cartas que não são para ser respondidas. Apenas lidas, relidas, depois picadas em pedacinhos. Sendo esse o destino mais nobre para as emoções abandonadas.
Queria apenas pedir um favor antes que você rasgue este resto do que tivemos. Se algum dia, tendo bebido demais, sei lá, você acabar pensando tolices parecidas com estas, escreva também uma carta. Mesmo sem jamais saber o que você irá dizer, sei que ela fará de mim menos ridícula. Neste amor e, por isso, em todo o resto. Pois adoraria que você fosse capaz de tanto - escrever uma carta é um ato de desmedida coragem. E eu ficaria, enfim, feliz comigo, por tê-lo amado. Um homem assim, capaz de escrever bobagens amorosas.Então é isso - como sou insuportavelmente romântica, meu Deus. Termino aqui essa história, de minha parte, contando que estas palavras façam jus ao fim do amor que senti. E deixando este testamento de dor, onde me reconheço fraca e irremediável. Porque ainda gostaria de poder acreditar que você nadaria de volta para mim.
Por Fernanda Young.
